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	<title>freud, freud...</title>
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	<description>Psicanálise e literatura</description>
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		<title>Altos e baixos.</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 00:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marq</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[vicio]]></category>

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Leitura restrita a maiores de idade. Leia com responsabilidade literária. Texto fictício, nada foi tirado da realidade. Não consigo me lembrar do que era aquela propaganda que passava há alguns anos atrás, mas era um rapaz que dirigia um carro e parava no sinal vermelho. No carro parado ao lado do seu tinha uma moça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: right;">Leitura restrita a maiores de idade.<br />
Leia com responsabilidade literária.<br />
Texto fictício, nada foi tirado da realidade.</p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify;">
<p>Não consigo me lembrar do que era aquela propaganda que passava há alguns anos atrás, mas era um rapaz que dirigia um carro e parava no sinal vermelho. No carro parado ao lado do seu tinha uma moça que visualmente lhe interessou, provavelmente, pela beleza. Como ele resolveu isto? Jogou o seu celular no carro dela. Não consigo me lembrar&#8230; Propaganda do quê, mesmo?</p>
<p><span id="more-488"></span></p>
<p>Desodorante, pasta de dente, sabonete, perfume, lâmina de barbear? Cada vez que venho ao supermercado é a mesma coisa. Demoro cerca de quinze minutos para escolher uma pasta de dente. Em parte, fico viajando nos pensamentos e lembro de propagandas, músicas, filmes e fico um tempão imaginando várias coisas com um dos produtos em mãos que eu deveria ser rápido em escolher para ir embora logo. Em outra parte, apenas perco tempo com minha própria indecisão mesmo. Este ou aquele? Este ou aquele?</p>
<p>Desde muito cedo me lembro de ter sido assim minha vida. Quando descobri que era muito interessante paquerar as meninas em vez de brigar com elas, lá há muitos anos atrás, aconteceu da seguinte forma. Eram duas irmãs, ambas com aproximadamente a minha idade. Lindas. E aconteceu que percebi ter recebido indiretas das duas. Não foram as primeiras paqueras da minha vida, mas eu ainda era virgem. Ou bobo.</p>
<p>De qualquer sorte, elas estavam sempre juntas e meio que começaram a reparar, cada uma, que a outra irmã estaria me paquerando com indiretas. Era uma guerra velada. Jamais elas admitiriam entre si estarem me paquerando. Mas estavam. Até que a primeira delas deu a seguinte (e velha) indireta do Nossa, a gente podia ir no cinema, né? Sempre funcionou e não seria diferente agora. Respondi Claro, quando?! E a voz da segunda delas, a que não tinha feito o convite do cinema, veio rápida Também posso ir?</p>
<p>Os três no cinema, ele (no caso eu) sentado entre as duas. De um lado, a mais bonita. Do outro, a que passava o dedo indicador dela no centro da palma da mão dele (eu) e com isto fazia o sinal universal do Vamos transar? De um lado&#8230; ou de outro? Esta ou aquela?</p>
<p>Bobo: escolhi a errada.</p>
<p>Como as coisas não mudaram muito, sempre fui solteiro.</p>
<p>Solteiro é o nome disfarçado que se dá aos sozinhos que fingem ser felizes e livres.</p>
<p>Saí do trabalho e peguei meu carro para voltar para casa. No sinal vermelho, encosto a cabeça no banco e quando vou ligar o som do carro, olho discretamente para o carro ao lado. Quando dou por mim, estou olhando dentro dos olhos azuis mais lindos que eu já tinha visto a combinar com um cabelo preto, liso, longo. Rosto branco e pele de bebê. Ela deve ter reparado que eu não parava de olhar e por isto olhou para o lado também. Eu, desajeitado e indeciso como sempre, não soube o que fazer. Praticamente dei um pulo para me arrumar no meu próprio acento e o corpo gelou. Só que no desespero de fingir que estava fazendo algo, peguei meu celular.</p>
<p>Num segundo, e vocês viram ali em cima como minha imaginação é, pensei na minha vida com ela. Os lindos filhos de olhos azuis que teríamos correndo pelas propagandas de margarina, aquelas mesas fartas que nem uma família com dez pessoas teria. Quando volto ao meu corpo, tenho um impulso incontrolável que não sei de onde veio. Joguei meu telefone celular no carro dela! No instante seguinte, o sinal abriu e eu entrei em pânico! Ela deu um sorrisinho, um tchau, fez o sinal universal do Me liga, colocando o polegar perto da orelha e o mindinho perto da boca e acelerou o carro. Eu, suei frio e fiquei parado. O trânsito reclamou suas buzinas.</p>
<p>Solteiro é o nome que se dá aos carentes desesperados que não sabem bem como agir.</p>
<p>Mas, pela primeira vez, eu soube o que fazer. Afinal, precisava resgatar meu celular.</p>
<p>Eventualmente, seria mesmo uma boa levar aquela mocinha linda para sair. Mas eu não teria coragem de convidá-la assim, tão abertamente. Liguei. Oi, aqui é o dono do celular, eu estou ligando para combinarmos um modo de eu pegar de volta meu telefone, Ah sim, que acha de encontrarmos agora, ela perguntou, Agora, perguntei de sobressalto, Você tem outros planos, Não, Pois nem eu, você mora aonde, ela perguntou e eu respondi com o nome da rua. Morávamos relativamente perto. Não havia mesmo nenhum motivo oposto a nos encontrarmos. Encontro você na praça, perguntei, Não, vamos para um bar, afinal você deveria tentar me paquerar, não acha. Gelei. Respondi sem graça, com o corpo tremendo pela falta de coragem que eu tive. A coragem dela expunha minha covardia. A maneira dela de guiar a conversa fazia aparente minha falta de iniciativa. Pelo menos tive o bom senso, mais por conta da falta de atitude e opinião própria que sempre ocasionam que façamos o que nos é solicitado, de aceitar o convite que ela fez.</p>
<p>Solteiro é o nome que se dá aos sem talento.</p>
<p>Ela elogiou minha atitude e iniciativa por ter jogado o telefone dentro do carro dela. Eu pensei que era ótimo ter impulsos inconseqüentes. Ela elogiou o fato de eu ter ligado. Eu pensei que ser egoísta o suficiente para querer o telefone de volta talvez rendesse alguns frutos. Ela gostou bastante que eu tive tempo para pegar o telefone prontamente. Pensei que desespero por recuperar telefones perdidos e desfazer impulsos inconseqüentes não deveriam ser tão elogiados assim. Ela elogiou meu cabelo e meus olhos. Finalmente meus argumentos mentais cederam aos elogios dela e percebi que ela estava mesmo carente e lhe dei um beijo.<br />
Solteiro é o nome que se dá aos impulsivos inconseqüentes.</p>
<p>Na sua ou na minha? E foi assim que eu acabei com o jejum que já durava anos. No dia seguinte, levantei decididamente mais disposto. Óbvio. Não posso dizer que estava só feliz. Parecia estar mais leve. Pus a roupa, despedi dela com um beijo na testa enquanto ela dormia e saí para o trabalho.  Não anotei o telefone dela. Nem dei meu número para ela. Sinceramente, nem sei se alguma vez lhe perguntei o nome e tampouco lembro de ter dito o meu para ela.<br />
Solteiro é o nome que se dá aos que desistem de sair permanentemente da seca.</p>
<p>Ainda que eu tivesse saído da seca, resolvi permanecer solteiro. Peguei meu telefone de volta e pelo fim do dia fui até a loja de celulares. Comprei o mais barato, num plano pré-pago qualquer. Destes que servem para quebrar e receber ligação, somente. Voltei para casa extasiado. Não sabia bem como agir daqui para frente. Quer dizer, sabia, mas não tinha certeza se iria dar certo. Anotei o número daquele novo celular no meu celular oficial. Para facilitar minha vida, tive que começar a dar nomes nos telefones. Ariane é o nome do meu telefone original. Os outros irão seguir o alfabeto sempre com nomes femininos e letras subseqüentes. Nesta regra, nomeei o celular recém comprado de Beatriz.</p>
<p>No transito, de manhã, no sinal vermelho. Uma loira no carro ao lado. A cena, como que em pausa, é que eu estou olhando para ela, com o braço direito esticado de dentro no meu carro. Mão esquerda ainda no volante. Eu com sobrancelha franzida e corpo inclinado para a direita, na mesma direção em que olho. Entre os dois carros, Beatriz em seu vôo entre uma janela e outra. A loira, assustada, está com as duas mãos na frente da cara, uma vez que ela olhou para mim e eu joguei o telefone. No instante em que se segue, o telefone cairá no carro dela. Beatriz, o celular, a partir deste momento estará sempre associado às loiras.</p>
<p>Carolina, às morenas. Daniela, às negras. Eliane, às ruivas. A loira que pôs as duas mãos na cara para se defender foi a primeira a ter seu nome e número registrado na memória de Beatriz. Liguei para o meu próprio número durante a noite. Ainda sem muita experiência, não sabia direito qual o melhor horário de ligar. Escolhi o horário da noite, depois que eu já tinha tomado banho e jantado.</p>
<p>Solteiro é o nome que se dá aos que não sabem que hora é melhor para ligar.</p>
<p>Ela atendeu e disse que já tinha tomado banho e jantado. Não queria sair, estava cansada. Disse que talvez num outro dia e me dispus a ir pegar meu telefone na casa dela.</p>
<p>Afinal, preciso de outras loiras na memória do telefone.</p>
<p>Antes de desligar, eu disse a ela que Se quiser conversar outro dia, deixe seu número marcado na agenda do meu celular, prometo que ligo algum dia depois que você tome banho e antes de você jantar, Como você vai saber, ela perguntou, Não vou, mas se der certo, você saberá que terá que sair comigo. Ela topou. Peguei meu telefone na casa dela naquela noite ainda. O que fiz foi simples. Nos dois próximos dias, esperei na porta da casa dela que ela chegasse em casa e observei, dali da rua através da janela do quarto, o horário do banho dela. No terceiro dia, liguei exatamente no horário que vi ela sair do banho nos dois dias anteriores.</p>
<p>Solteiro é o nome que se dá aos desocupados.</p>
<p>A vantagem de ter grupos separados de mulheres é que facilita lembrar quem é quem. No transito, comecei a andar com os cinco celulares. Ariane, Beatriz, Carolina, Daniela e Eliane. Nunca se sabe com quem se vai encontrar. Loiras ciumentas, ruivas descoladas, morenas recatadas. Com as ciumentas aprendi a rechear a lista dos telefones com nomes de homens, para que pudesse equilibrar as coisas e deixar as ciumentas com menos ciúme. Com as recatadas aprendi a sempre deixar uma mensaginha que pudesse despertar um pouco de ciúme para elas ficarem bravas, mas claro que elas não irão comentar nada e irão arranhar forte suas costas quando estiverem sozinhos no quarto. Para causar ciúme na mocinha da mensagem, sabe?</p>
<p>O horário é muito importante. Nem sempre é bom jogar o aparelho na parte da noite. Normalmente, elas estão afobadas por chegar em casa depois de um longo dia e chateadas com o trânsito. O melhor horário para jogar o telefone é de manhã. Os ânimos estão ainda esquentando e ela passará o dia todo pensando naquilo. Não é sempre uma boa ligar a noite. Pode ser que ela namore ou seja casada ou tenha filhos. Melhor horário é a saída do trabalho ou um pouco antes. Assim, ela já poderá ir para casa pensando se vai aceitar ou não o convite para sair. Terças são os melhores dias. Quintas e sextas são das amigas, portanto você ficará de escanteio. É bom tentar reparar nos anéis dos dedos. As casadas, normalmente, são as mais carentes. E prefira jogar o telefone nos carros à esquerda. Jogar o telefone nos carros à sua direita pode machucá-la caso você erre a mira entre o volante e o rosto dela.</p>
<p>Casado é o nome disfarçado que se dá aos sozinhos que fingem ser felizes acompanhados.</p>
<p>A moça casada estava na lista da Carolina. Uma morena que de tanto tempo longe da vida social, já nem sabia mais sobre o que conversar.</p>
<p>Casado é o nome que se dá aos carentes desesperados que não sabem bem como agir.</p>
<p>Depois de alguns drinques, ela começou a falar da vida sexual de seu marido.</p>
<p>Casado é o nome que se dá aos sem talento.</p>
<p>Ela me falou que sentia um impulso enorme em minha direção no dia que eu lancei a Carolina em seu carro. Subiu uma vontade de mandar o marido tomar no cu e sumir. Largar os filhos para trás e eles que se fodam. Ela queria era transar mesmo, e eu era o cara que poderia fazer isto.</p>
<p>Casado é o nome que se dá aos impulsivos inconseqüentes.</p>
<p>Mas falou que a idéia de ser impulsiva que lhe aparecera em mente sumia facilmente de sua cabeça.</p>
<p>Casado é o nome que se dá aos que desistem de sair da seca.</p>
<p>Ela me ligou hoje. O relógio marcava três e meia da manhã. O único horário que o marido estaria dormindo e não veria nada. Tínhamos que ser rápidos.</p>
<p>Casado é o nome que se dá aos que não sabem que hora é melhor para ligar.</p>
<p>Eu levantei e fui até a casa dela buscá-la.</p>
<p>Afinal, solteiro é o nome que se dá aos desocupados.</p>
<p>Sem querer, um padrão começou a se estabelecer. Segundas eu ligava para um número que estava na Beatriz. Quintas, Carolina. Sextas, Daniela. Sábados, Eliane. Nas terças, quartas e domingos, eu saía para pescar novos números. Os melhores dias. Com a lista crescente, era difícil ficar uma noite que fosse sem conseguir ninguém. Começaram a se somar 20, 25, 30 nomes em cada lista. Dias, semanas, meses. Engraçado que quando estamos na seca, ninguém liga.</p>
<p>Um guitarrista famoso falou uma vez que quando ele era um pé rapado desconhecido, sofria para juntar uns trocados para comprar uma guitarrinha um pouco melhor e que, para isto, tinha ainda que deixar de comprar alguns dias de almoço. E que depois que ele ficou famoso, as melhores marcas de guitarra do mundo lhe enviavam instrumentos e mais instrumentos gratuitamente sem que ele sequer pedisse, justo agora que ele tem todo o dinheiro para comprar qualquer guitarra que queira. Guitarras são guitarras e mulheres são mulheres. Mas nisto, até que se parecem.</p>
<p>Hoje é o dia da Carolina. Pego o telefone e marco o número que me apetece. É quase como escolher a bebida num cardápio. Afinal, hoje quero tequila, vodka russa, martini ou uma cervejinha barata? Hoje vou de cervejinha barata.</p>
<p>Num relampejo, pensei que precisava de ajuda. Afinal, viciados precisam de ajuda ou, pelo menos, é o que dizem. Procurei um grupo de apoio a viciados em sexo. O lance é que ali, como em qualquer grupo de viciados, o vício de um alimenta o do outro. Como? Está vendo aquela loira de seios fartos e cabelos lisos longos, perna cruzada em um vestido liso que mostra o suficiente de uma perna grossa e uma batata bem marcada? Pois é. Agora pense comigo. Ela está em um grupo de viciados em sexo, certo? E está se queixando que não consegue parar de transar duas, três, quatro vezes por dia e que não aparece homem que agüente isto, e assim, ela tem que transar com quem ela consegue na rua, em alguns casos. A conta é simples. Rua é igual a fora de casa. Fora de casa é igual a aqui. Portanto, eu que estou aqui estou na rua e posso conseguir transar com ela pelo simples fato de que ela não conseguiria mais alguém naquele dia.</p>
<p>Daí ela fala que hoje ela vai conseguir. Que ela não vai transar com ninguém até o fim do dia. Que ela já passou o dia todo sem ninguém. Que na metade do dia ela teve uma crise de abstinência e esperneou dentro de uma loja com uma vendedora que lhe negou algo. Ela chora, e diz que hoje ela conseguirá. Mas sente muita falta e muita vontade de sexo. Não sabe se irá agüentar. Mas vai conseguir. E chora.</p>
<p>Em dez minutos, estamos no banheiro em pé, eu com as minhas calças abaixadas até os pés, mãos segurando na parte de cima das divisórias dos sanitários, a loira com as pernas circundando minha cintura, a parte de baixo do vestido levantada até a barriga, a parte de cima do vestido abaixada até a barriga.</p>
<p>Dia seguinte, é o dia da morena. Ela chora porque a única forma que ela tem de aliviar a tensão do trabalho é levando chicotadas durante a noite. Ela é aquela garota tímida e reprimida, que mal conversa com os outros e sente culpa de tudo. Recatada, um papel some na sala de seu chefe e, mesmo que ela nunca tenha visto aquele papel antes, sente que a culpa é dela e que ela será despedida. E chora, porque quando leva uma bela chicotada, sente que foi devidamente punida. E chora, porque quando não consegue arrumar alguém na rua, tem que se masturbar e se chicotear para aliviar a culpa.</p>
<p>Em oito minutos, estamos no banheiro, deitados, ela por cima, se chicoteando.</p>
<p>Dia seguinte. Dia dos telefones. Dia seguinte, grupo. Dia seguinte, telefones. No outro, grupo. O meu vício alimentava o dos outros, e o deles alimentava o meu. As táticas de cada um eram particulares. Eu jogava telefones pelas janelas e transava com as viciadas do grupo. Jaqueline participava de redes sociais voltadas para o sexo e transava com os viciados do grupo. Eduardo pagava por prostitutas morenas diariamente e transava com as morenas do grupo. Aline fazia contas do msn falsas e conseguia contatos em salas de bate papo voltadas para o sexo, freqüentemente encontrando com estes contatos, além de transar com os rapazes do grupo. O casal à minha direita fazia sexo grupal semanalmente em uma casa de swing, além de transar com mais um ou dois membros do grupo por vez. Cada um que conta a sua história coloca no prato uma comida nova e suculenta que os outros ainda não experimentaram. Cada qual que conta sua experiência do dia anterior conta também que se ele conseguiu, os outros também podem conseguir. Joana é uma executiva que viaja para outros países semanalmente e ela faz parte de uma espécie de clube que transa em cabines de avião, o que explica que ela só consiga transar com rapazes e moças do grupo de for dentro de uma das divisórias do banheiro do prédio em que estamos. Foi assim que descobri que viciados em sexo se reúnem para transar mais. É como se fossem atrás de um cardápio em que tivessem um leque maior de opções. É como se fizessem um grupo de alcoólicos em que cada um levasse, diariamente, a garrafa da bebida que mais gosta.</p>
<p>Foi assim que viciei em redes sociais de sexo. Foi assim que viciei em salas de bate-papo de sexo. Foi assim que viciei em sites pornográficos. Foi pagando por estes serviços que acumulei pontos de cartão de crédito e, aprendendo com a executiva, consigo trocar pontos em promoções e hoje sou parte do clube de viciados em sexo dentro de cabines de avião. Foi assim que ensinei várias pessoas do grupo a jogarem seus telefones pela janela dos carros.</p>
<p>E acabamos montando nosso próprio clube de pessoas que fazem sexo por jogar ou com quem joga telefones pela janela do carro. Nosso clube começou, obviamente, com apenas os integrantes do grupo de viciados em sexo interessados nesta técnica. As regras foram criadas. 1. Um integrante deste grupo jamais liga o ar condicionado, assim sempre deixará as janela aberta. 2. Deverão ser mantidas três ou quatro linhas telefônicas diferentes, uma vez que a experiência mostra que nem sempre os telefones são recuperados. 3. Integrantes do clube jamais roubam telefones jogados por outros integrantes do clube, portanto são obrigados a devolvê-lo ao seu dono atirador feito ou não o ato sexual. 4. Para sustentar a regra três, todos os integrantes do clube manterão sobre o nome de contato Clube o telefone de sua Ariadne (o nome dado ao telefone oficial de qualquer integrante) em todos os seus telefones secundários. Este contato deverá ser discado pelo integrante do clube que tiver um telefone atirado em seu carro. 5. Todos os integrantes deverão manter um cadastro com o clube em que deixarão um apelido e seu número de Ariadne, caso o clube precise contactá-lo para algo. 6.  O grupo é secreto e só terá notícia dele outro viciado em sexo.</p>
<p>Alguém do clube está no trânsito com um amigo. Está realmente bem quente, mas este alguém do clube, neste caso uma mulher, não liga o ar condicionado. Isto gera a pergunta pelo amigo Por que não ligamos o ar. Ela responde que é para caso ela precise receber um telefone. Um telefonema, pergunta ele. Não, não, um telefone mesmo, ela responde. Se ele ficar curioso, será mais um que transará com ela e, provavelmente, entrará para o clube. Algum homem do clube, viciado em salas de bate-papo, adota a técnica de esconder um telefone na cidade e, em vez de encontrar com a pessoa, pede para ela buscar o telefone no local que ele o escondeu. Será mais uma participante do clube. Agora, além do grupo de sexo em cabines de avião, temos os telefones escondidos atrás da pia do avião que, caso algum membro precise, poderá usá-lo para achar seu dono e fazer uma transa casual quando se encontrarem na mesma cidade.</p>
<p>A rede começa a se expandir. Os cadastros se somas às dezenas, centenas, milhares. Por todo o país, é possível encontrar um membro e aliviar as tensões de seu vício. Eu, agora presidente de um grande clube, começo a receber doações em dinheiro semanalmente para manter a rede em perfeito funcionamento. Até chegar em uma certa quantia que não mais preciso do meu emprego. Com mais tempo, faço mais sexo e organizo mais o grupo de sexo. Há quase um mês, transo com mulheres novas diariamente e isto aumenta mais o grupo. Implantamos um sistema em que os membros do grupo que querem ser achados podem marcar tal desejo em seu cadastro e deixar marcado um dos telefones secundários que poderá ser usado por outros membros para achá-lo. Diariamente, os membros que querem achar alguém pegam números deixados pelos membros que querem ser achados por alguém e mais encontros são feitos.</p>
<p>No grupo de viciados em sexo, agora não mais se sofre por não conseguir parar de transar. Agora o grupo se reúne para contar e trocar experiências. Agora aquela loira não mais tem dificuldade em  encontrar parceiros, e a morena não tem tido dificuldades em encontrar alguém que possa puní-la por seus erros.</p>
<p>Desde o primeiro telefone jogado pela janela até hoje já se passaram alguns anos e o clube já rendeu tanto dinheiro que, financeiramente, não dependo mais dele. Já tenho investimentos em empresas, poupanças, previdências, imóveis e bolsa de valores que já me dão um razoável salário mensal. É mais ou menos quando atinjo esta fase que revejo aquela mesma moça que joguei o telefone pela primeira vez. Sem susto, nem medo, nem desespero. Desta vez, apenas jogo o telefone no carro dela e vou embora.</p>
<p>Quando a encontro, rapidamente conversamos sobre aquela primeira noite de poucos anos atrás. Conto a ela dos outros telefones. Conto a ela do grupo. Conto a ela do clube.</p>
<p>Sim, solteiro é o nome dos desocupados.</p>
<p>Tudo ia bem, exceto que uma coisa aconteceu pela primeira vez em minha vida. Eu brochei.</p>
<p>A propaganda&#8230; era do quê, mesmo?</p>
</div>
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		<title>Atenção Usuários do Sony Xperia x10, mini e pro.</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 01:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marq</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Comecei, neste momento (23h30 do dia 01/02/11), uma campanha em favor da atualização do Android dos Xperia x10, mini e pro para a versão 2.3. A campanha consiste em mostrar para a Sony o quanto temos interesse nesta atualização. A Sony tem em seu site que os x10 mini e pro são os menores smartphones [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">Comecei, neste momento (23h30 do dia 01/02/11), uma campanha em favor da atualização do Android dos Xperia x10, mini e pro para a versão 2.3.</p>
<p style="text-align: justify;">A campanha consiste em mostrar para a Sony o quanto temos interesse nesta atualização. A Sony tem em seu site que os x10 mini e pro são os menores smartphones do mundo. Assim, nada mais justo que fazerem jus às propagandas e lutarem para ser o menor smartphone do mundo COM O MELHOR Sistema Operacional disponível.</p>
<p style="text-align: justify;">Para aderir à campanha é simples.<span id="more-501"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Diariamente, eu entrarei neste link</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a title="Fale com a Sony" href="http://www.sonyericsson.com/cws/common/contact/contactusemail/phones?cc=br&amp;lc=pt" target="_blank">http://www.sonyericsson.com/cws/common/contact/contactusemail/phones?cc=br&amp;lc=pt</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">e enviarei a seguinte mensagem</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Somos usuários do X10 mini pro. Achamos que ele é um aparelho fantástico, mas as limitações da versão 2.1 do Android NÃO NOS INTERESSAM. PEDIMOS A ATUALIZAÇÃO PARA A VERSÃO 2.3. Todos os usuários enviarão esta mensagem diariamente para mostrar o quanto queremos o melhor que o nosso aparelho pode oferecer.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para aderir a campanha basta que qualquer possuidor de um x10, ou mini, ou pro clique no link acima, coloque-o como página inicial de seu navegador principal e, também diariamente, copie a mensagem acima e cole no site da Sony. E envie.</p>
<p style="text-align: justify;">Para garantir a manutenção da campanha, peço também que enviem por email o link deste meu site. Assim, todos passam a ter acesso a esta campanha. Divulguem em outros sites (autorizo cópia direta, desde que citem o link), fóruns, emails, verbalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">E vamos tentar dar um empurrãozinho na nossa atualização.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">P.S. (20/04/2011): A campanha continua e está se expandindo. O usuário Robert, que comentou aqui abaixo, incluiu o x8 na campanha e publicou o seguinte <a title="Campanha relacionada" href="http://www.facebook.com/notes/reclama%C3%A7%C3%B5es-sony-ericsson/campanha-para-atualiza%C3%A7%C3%A3o-da-linha-xperia-xperia-mini-mini-pro-e-x8/205296172834814" target="_blank">link</a>. Não deixem de apreciar o link do colega Robert e participar da campanha conosco.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Existem 3 coisas…</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 01:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marq</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecer]]></category>
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		<category><![CDATA[rico]]></category>
		<category><![CDATA[roubo]]></category>
		<category><![CDATA[transar]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8230; que toda mulher quer: emagrecer, transar e um cartão de crédito sem limite. E experimente lhe negar qualquer dos três! Dica prática: não experimente. Tinha esta sujeitinha magricela de tudo. O que penso de magricelas? Azedas! Igual limão verde. Imagine o seguinte. O mundo inteiro a idolatra por ser magra. Convive com a inveja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:justify;">&#8230; que toda mulher quer: emagrecer, transar e um cartão de crédito sem limite. E experimente lhe negar qualquer dos três!</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: não experimente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<span id="more-368"></span><br />
Tinha esta sujeitinha magricela de tudo. O que penso de magricelas? Azedas! Igual limão verde. Imagine o seguinte. O mundo inteiro a idolatra por ser magra. Convive com a inveja a cada meio mundo que lhe passa ao lado. Junte a isto a infelicidade que ela, magricela, vive por querer, tal qual qualquer outra mulher, permanecer magra ou emagrecer mais. Um sujeito em condições extremas não poderia reagir bem ao mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Sei que fui trabalhar no dia seguinte e dei de cara com aquela magricela de novo. Cara, você já viu como aquela funcionária nova é azeda, ouço alguém comentar. Se eu disser que é porque é magra ninguém vai acreditar. Uma vez namorei uma magricela. Quero nem lembrar!</p>
<p style="text-align:justify;">Lá na fila da loja em que trabalho vejo uma gordinha. Meu colega de trabalho tem qualquer fetiche por gordinhas. O que tem tornado minha vida pouco melhor nos últimos dias. Com ele, tenho a certeza de que alguém, em algum lugar do mundo, gosta de você do jeitinho que você é.</p>
<p style="text-align:justify;">Meus planos são conseguir um jeito de me livrar do trabalho sem me livrar do salário. Chuck Palahniuk me vem em mente. Espancar-me a mim mesmo na frente do meu chefe seria uma boa opção. Tyler Durden, Tyler Durden! De quebra, me livro de trabalhar com a magricela.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: espanque-se somente em locais sem câmera de segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">A gordinha chega no guichê do meu colega. Ele sussurra algo no ouvido dela e enquanto ele o faz, vejo a cara dela de surpresa com um quê de desejo. Levantou o rosto e arregalou os olhos, de boca fechada, e sem falar mais nada, pagou as contas em silêncio e permaneceu no interior da loja. Estranho?</p>
<p style="text-align:justify;">Estranho seria se ela não ficasse. Tal qual tem uma comunidade de pessoas que fazem sexo em aviões com desconhecidos no pequeno banheiro que lá existe, há também os caixas e seguranças que usam os provadores de lojas e banheiros dos recintos em que trabalham para aliviar suas tensões sexuais. Não acredita?</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: paquere um garçom.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: paquere um segurança.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: paquere um caixa. Especialmente esse meu amigo.</p>
<p style="text-align:justify;">De volta à magricela da loja, que eu ia falando dela no começo. Lembra que comentei que uma das coisas em que mulher pensa é transar? Já que comecei, vou terminar o assunto da ex-namorada magricela. Quando terminamos, tentei voltar com ela. Eu ainda me sentia um babaca e achava que ainda amava a moça. Falei que tinha errado e que não era aquilo que eu queria. Sabe o que ela perguntou quando tentei voltar? Você transou com outra menina, foi o que ela perguntou.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: não se humilhe gratuitamente.<br />
Dica prática: não responda a verdade. Responda apenas Não.</p>
<p style="text-align:justify;">Respondi Sim. A partir disto, apurei minhas crenças. Mulher quer sexo como uma das três principais coisas de sua vida e ainda quer que o &#8220;seu&#8221; homem a queira somente a ela e que não seja pelo sexo!</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: finja que entendeu.<br />
Dica prática: finja para ela que entendeu.</p>
<p style="text-align:justify;">A gordinha saiu do provador com uma cara bastante melhorada e o corpo visivelmente mais relaxado. Reparo que ela sai ainda arrumando o cabelo e olha para um dos espelhos da loja para conferir novamente a maquiagem. Se eu não soubesse o que ela foi fazer ali dentro, não teria notado que, inclinando muito pouco a cabeça, ela também procurou discretamente por marcas que eventualmente ficaram em seu pescoço. Logo depois, vejo meu amigo arrumando a calça e saindo do mesmo provador.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das coisas que faço é cuidar do numerário da loja. Verifico a quantidade de dinheiro em caixa e repasso para os caixas ou retiro deles conforme necessidade ou segurança. Isto me dá um pouco mais de dois mil reais por mês. Mais benefícios. Vejamos. Duzentos mil reais aplicados em renda fixa a cerca de 1% ao mês e eu teria meu salário pago sem precisar trabalhar. Acaba de sumir a quantia de duzentos mil reais do cofre. Sentirão falta somente no fim do dia, durante o fechamento do meu caixa.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu colega chega do meu lado. Me dá dinheiro, diz ele. Nem minha namorada fala assim comigo. Ela teria feito carinho antes. Acabou do caixa, ele fala. E daí? Sou seu banco?</p>
<p style="text-align:justify;">Ele levanta a mão e me mostra 5 dedos. Pego cinco mil reais do cofre, anoto a contabilidade e entrego para ele. Ele assina e diz Olha aquela gordinha na fila, um espetáculo. De relance, vejo a magricela cochichar com meu chefe. Com várias risadinhas. Aquela magricela azeda. Não sei a graça que meu chefe vê nela. A única graça que vejo é que, pensando bem, ela até pode me ser útil.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem. Com os novos planos que fiz para justificar o sumiço dos duzentos mil reais do cofre, resolvi que não comentarei mais sobre o azedume dela. Soube que ela estava sendo paquerada pelo chefe e tive uma grande idéia! E mais duzentos mil reais somem do cofre da empresa neste mesmo dia. Refaço mentalmente as contas de quantas horas faltam até o fechamento do meu caixa. Quatro horas, já se foi meio dia de trabalho, e com mais duas horas de almoço posso considerar seis horas de contagem regressiva para finalizar o plano.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: somente roube sua empresa se tiver um bom plano em mente.</p>
<p style="text-align:justify;">No final da manhã, entrei de supetão na sala do chefe logo depois de vê-lo cochichando ao ouvido da magricela. Obviamente, não fiquei surpreso em vê-la com as pernas para o alto com a calcinha pendurada em apenas um dos joelhos, de salto alto da mesma finura que suas pernas agora descobertas pela saia. A cena clichê de sexo em escritório, o chefe com as calças abaixadas até meia altura com as pernas da moça apoiadas em seus ombros e ela deitada à mesa com coisas jogadas no chão e o vestido puxado para cima mostrando somente um seio, semi-ocultado pela mão do chefe. Por demais de repetitiva tal cena, nem se deram o trabalho de parar o que estavam fazendo. Ainda com movimentos de ida e vinda, o chefe apenas olhou de lado e resmungou De novo, será possível que esta fechadura nunca funcionará, ele se perguntou e na seqüência O que você quiser, discutiremos em alguns minutos, agora saia!</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: é fácil pegar seu chefe neste tipo de emboscada. Apenas observe.</p>
<p style="text-align:justify;">Fechei a porta e ouvi os gritos de ambos. Eu não queria nada dele. Não da maneira como ele pensa. Poucos mil reais e eu fico quieto, nem em sonho. Penso em coisas realmente maiores.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: não seja megalomaníaco. Somente eu já me basto como o melhor!</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o almoço, fiquei imaginando como eu ficaria no lugar do meu chefe. Sinceramente, a magricela ainda me parece muito azeda, mas o limão que está temperando o peixe do meu prato ficou, de repente, muito saboroso. E me pus a imaginar a mim mesmo em todas as posições de escritório que existem sendo feitas, uma a uma, eu e a magricela. Ela praticamente deitada na cadeira, com as pernas para o alto, ela de costas para mim, também na cadeira, depois no chão, na parede, em cima da mesa, de costas e em cima da mesa, eu em cima da mesa com ela por cima de mim. De alguma forma, pensei também como seria sair do escritório em um carro esportivo vermelho com ela entrando pela porta do passageiro e me beijando no pescoço enquanto dirijo. Depois comecei a pensar em todas as posições de carro que existem. Ela de costas comigo em baixo, no banco de trás, cada um no seu banco e usando apenas o dedo, e depois a boca, deitando o banco do motorista totalmente e ela em cima do meu rosto.</p>
<p style="text-align:justify;">O telefone toca enquanto estou no meio desta grande imaginação que me fez quase ter uma ereção. Telefone, sem dúvida, brocha. Não atendi a ligação, era um número estranho. Provavelmente engano. E começo a pensar em posições de telefone, de quando o aparelho se faz, milagrosamente, não brochante. Imagino atendendo o telefone no carro de luxo em movimento com a magricela fazendo sexo oral. Imagino em casa deitado e ela&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Chega! Chega.</p>
<p style="text-align:justify;">Pego o telefone e disco para a magricela. Meus planos são simples. E diretos. Dou duzentos mil reais para a magricela e o que ela terá que fazer é chantagear o chefe para ela simplesmente ir embora com os quatrocentos mil reais que sumiram do cofre. Ridículo? Parece bem óbvio que ele não irá aceitar e que colocará a polícia atrás de nós na mesma hora. O que ele, meu chefe, não sabe é que a magricela terá, antes de eu voltar do almoço, me espancado com meu consentimento, tirará sangue de mim e o levará junto com ela até o chefe. Caso ele recuse a oferta de chantagem, ela fará um drama e chorará, ajoelhará pedindo clemência a ele. Enquanto isto, ele pede para a polícia ir até a loja nos prender. É neste ponto que ela, ajoelhada aos pés e agarrando mãos dele, espalhará meu sangue nelas e ligará para mim. Eu entrarei na sala e a trancarei e, no melhor estilo Tyler Durden, vou me surrar na frente do meu chefe. Só que melhor. Agora ele terá sangue meu em suas mãos, de maneira que ficará complicado explicar ao juiz como foi parar ali.</p>
<p style="text-align:justify;">O detalhe é que O telefone da magricela não atende, eu grito. E saio correndo. Perdi quase todo o meu tempo de almoço pensando nas melhores maneira de comer a magricela que agora só posso agir. Entro no meu gol quadrado velho e penso como seria se no lugar dele estivesse uma Ferrari ou algo do tipo. Mas foi só um nem segundo, porque já tenho mesmo que correr de volta até a loja para que possamos pôr o plano em ação.</p>
<p style="text-align:justify;">Entro na loja e vejo, de longe, a magricela sair pelo outro lado. Tento ser discreto o mais que posso e apenas passo ao lado do meu amigo que ia puxar algum assunto se eu não tivesse atravessado do lado dele sem lhe dizer nada. Chego até a magricela e a imagem do seio dela aparecendo sob a mão do meu chefe me vem em mente quando ela se vira para mim com um sorriso, Sim, ela diz. Eu preciso falar com você dentro da loja. Se possível, dentro do provador.</p>
<p style="text-align:justify;">Ela faz uma cara meio estranha, olhando de lado, mas topa. Abaixa um pouco a cabeça e passa pelo meu lado ao entrar de novo pela porta da loja. Até chegar no provador, começo a me imaginar fazendo as posições de provador. Levantando ela do chão encostada no espelho da parede e puxando seu vestido para cima, enquanto minha respiração embaça o vidro, sentado na cadeirinha com ela de frente, com ela de costas, ela com a mão na cadeirinha de costas para mim abrindo levemente as pernas e com salto alto. Chegamos no provador. Nem começo a explicar para ela meus planos quando nós ouvimos uma estranha gritaria na loja.</p>
<p style="text-align:justify;">Assalto, assalto! Mãos para cima os caixas, clientes ao chão. Queremos saber quem aqui tem a senha do cofre.</p>
<p style="text-align:justify;">Meus planos mudaram. Saí do provador prontamente, Eu que tenho a senha, já vou colocá-la no cofre, tem abertura de retardo. O botão de pânico, em tese, seria eu quem apertaria. Aquele botãozinho que a gente vê em filme estadunidense que a mocinha do caixa abaixa discretamente a mão e aperta um botão que liga para a polícia. Mas eu não vou apertar o botão. Enquanto ouço mulheres chorando ao se deitarem no chão por estarem participando de um assalto, eu vou, por contraste, caminhando tranqüilamente até o cofre e até esboço certo ar de felicidade. Como todos estão em pânico e preocupados demais com suas próprias vidas, ninguém repara neste meu ar.</p>
<p style="text-align:justify;">Coloco a senha do cofre e me sento pacientemente para esperar o tempo que tem entre o digitar da senha e a abertura do cofre. Os assaltantes se assustam com minhas reações por demais tranqüilas, mas acabam se acalmando também. O cofre se abre e levam tudo! Hora de apertar o botão do pânico.</p>
<p style="text-align:justify;">Dia seguinte, leio o jornal. Assaltantes levam oitocentos mil reais de cofre de loja.</p>
<p style="text-align:justify;">Dica prática: nunca acredite na imprensa. Eles ficaram só com quatrocentos mil.</p>
<p style="text-align:justify;">Os outros quatrocentos mil estão comigo. Não tinha falado do meu plano para a magricela quando entramos no provador. Portanto, ela não soube que roubei o cofre e pude, assim, ficar com todo o dinheiro. Como ela era nova na loja, não sabia muito sobre mim. De maneira que, depois do assalto, disse a ela Vou largar o emprego, sou rico demais para trabalhar aqui, e ia convidar você para se mudar de cidade comigo porque eu queria mesmo era transar com você no provador no dia do assalto, sabe, você estava tão bonita, emagreceu, perguntei. Como ela ouviu apenas as palavras rico, transar e emagreceu, não pestanejou. As três famigeradas coisas que toda mulher quer.</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>José para uns, Saramago para outros</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 05:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marq</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[
A notícia já é sabida. Aos ventos, repetida. José Saramago morreu aos 87 anos neste 2010. Quando imaginei que havia lido muitas obras dele, seis no total, descobri que nem cheguei perto da metade do que ele publicou. Nem um quarto. Evitei fazer contas de qual fração eu li do que ele sequer publicou, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:justify;">A notícia já é sabida. Aos ventos, repetida.</p>
<p style="text-align:justify;">José Saramago morreu aos 87 anos neste 2010. Quando imaginei que havia lido muitas obras dele, seis no total, descobri que nem cheguei perto da metade do que ele publicou. Nem um quarto. Evitei fazer contas de qual fração eu li do que ele sequer publicou, mas escreveu.</p>
<p style="text-align:justify;">Notório é seu estilo único de frases longas, vírgulas e letras maiúsculas para diálogos que foi por mim copiado em muitos textos. Vestibulares, concursos, redações particulares, em meu site e até mesmo em pequenos escritos de celular e recados em pedaços de papel. Meras cópias estilísticas daquilo que tive inveja de não ser criador.</p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho talento para escrever melhor do que já nos escreveu Drummond. Nem que o próprio Saramago ao escrever um seu &#8220;agora, josé&#8221;. Fico aqui com a promessa de que muito ainda lhe homenagearei, direta e indiretamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Obrigado, José. Obrigado, Saramago.</p>
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		<title>Vamos…</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 18:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marq</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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Para Adriana Com amor. &#8230; celebrar! Celebremos a sobrevivência por sobre as mazelas da vida. Comemoremos todos juntos as belas razões que ainda nos restam para sobrepujarmos as infelicidades. Também comemoremos todas as infelicidades que nos tornam maiores, ao fim de tudo. Todas as que pudemos superar. E mesmo quando não se superam, comemoremos que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Para Adriana<br />
Com amor.</p>
<p>&#8230; celebrar!<br />
Celebremos a sobrevivência por sobre as mazelas da vida. Comemoremos todos juntos as belas razões que ainda nos restam para sobrepujarmos as infelicidades.<br />
Também comemoremos todas as infelicidades que nos tornam maiores, ao fim de tudo. Todas as que pudemos superar.<br />
E mesmo quando não se superam, comemoremos que, apesar delas, continuamos vivos.</p>
<p>É que somente vivos podemos sentir e respirar e compartilhar e espalhar e ser e transpirar e emanar e receber e devolver aquilo que de mais sincero pode acontecer entre dois viventes: o amor.</p>
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